
Em meio aos desafios impostos pela crise climática, a valorização dos biomas brasileiros ganha cada vez mais centralidade nas escolas públicas. Foi nesse contexto que a Escola Estadual Telina Barbosa, em Fortaleza, recebeu uma atividade formativa voltada à educação ambiental, reunindo estudantes, e comunidade escolar, em torno de um tema urgente: a preservação da Caatinga.
A ação integrou a programação da tradicional Festa Anual das Árvores, iniciativa promovida anualmente com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima e de instituições públicas, que mobiliza escolas, prefeituras e órgãos ambientais em atividades de conscientização e cuidado com o meio ambiente. Em 2026, o foco do evento foi a importância da Caatinga no enfrentamento às mudanças climáticas.
Convidado a contribuir com a programação, o Instituto Terre des Hommes Brasil (TdH Brasil), através do Projeto Saúde Ambiental, realizou uma palestra no qual buscou sensibilizar os estudantes sobre o valor desse bioma – único e exclusivamente brasileiro. A atividade propôs um olhar atento para a riqueza da biodiversidade da Caatinga e sua capacidade de resistência diante de condições extremas, como longos períodos de seca e variações ambientais intensas.
“Ao longo do encontro, foi destacado que a Caatinga não é apenas um território de sobrevivência, mas também de aprendizado. Suas espécies — animais e vegetais — carregam estratégias sofisticadas de adaptação que podem inspirar respostas humanas à crise climática. Nesse sentido, preservar a Caatinga significa também investir em caminhos sustentáveis para o futuro, mantendo a vegetação em pé e fortalecendo políticas públicas que respeitem as especificidades desse bioma.”, comentou Francisco Sylvanio, Assessor Técnico em Pedagogia de TdH Brasil.
Além disso, a atividade também foi marcada por um momento de reconhecimento e celebração. Estudantes da escola Telina Barbosa receberam certificados de participação no projeto Saúde Ambiental, no qual estiveram envolvidos ao longo do ano de 2025. A entrega simbolizou o encerramento de um ciclo e o fortalecimento do protagonismo juvenil na construção de práticas socioambientais no ambiente escolas e também em seus cotidianos.


