
Manguezais, dunas, restingas, comunidades e modos de vida. No território de Sabiaguaba, em Fortaleza, natureza e cidade se encontram em uma paisagem que também revela conflitos, desigualdades e diferentes formas de relação com o meio ambiente. Foi nesse cenário que professores da Escola Félix de Azevedo participaram, no sábado (12), de uma aula de campo sobre racismo ambiental e justiça climática.
A atividade correspondeu ao segundo módulo do Curso de Educação Ambiental: Racismo Ambiental e Justiça Climática, desenvolvido pelo Instituto Terre des Hommes Brasil (TdH Brasil) no âmbito do Projeto Saúde Ambiental. A proposta é levar a formação para além da sala de aula e possibilitar que os educadores reconheçam, no próprio território, as relações entre conservação ambiental, desigualdades socioambientais e direitos.
“Foi uma experiência muito boa. Os professores participaram bastante e contribuíram nas discussões. Além da visita aos ambientes naturais e dessa imersão no território, tivemos a oportunidade de conhecer a mata fechada, a mata do rio e o mangue, conversando sobre diferentes questões e aspectos ambientais e sobre a importância desses ecossistemas para a proteção climática do território de Fortaleza. Foi muito importante perceber os professores atentos a essas questões e refletir sobre a importância de estar em espaços naturais para além da sala de aula.”
— Francisco Sylvanio, assessor em Pedagogia da TdH Brasil
Projeto Saúde Ambiental
A Escola Félix de Azevedo é uma das 12 escolas estaduais de Fortaleza que participam do Projeto Saúde Ambiental. A iniciativa atua no fortalecimento da educação ambiental nas comunidades escolares, articulando formação, práticas pedagógicas, mobilização e ações voltadas à sustentabilidade e à justiça socioambiental.
Da sala de aula ao território
As formações em Educação Ambiental para professores começaram no início de 2026. O percurso formativo foi pensado em dois módulos: o primeiro, realizado em sala de aula, apresenta conceitos e possibilidades de inserção da Educação Ambiental no cotidiano escolar; o segundo propõe uma experiência prática, construída a partir dos interesses e das características de cada escola.
Na Escola Félix de Azevedo, o segundo módulo teve como foco o racismo ambiental e a justiça climática. A escolha de Sabiaguaba possibilitou aos professores observar de perto ecossistemas como manguezais, dunas e restingas e, ao mesmo tempo, refletir sobre as relações entre preservação ambiental, ocupação do território e desigualdades.
Essa aproximação entre formação e realidade é uma das características do percurso desenvolvido por TdH Brasil. A proposta do Projeto Saúde Ambiental é fortalecer a capacidade das escolas de desenvolver práticas de educação ambiental mais crítica, conectadas às realidades e a incentivar professores e estudantes a perceberem o ambiente não como algo distante, mas como parte da vida cotidiana.



